Projeto Passas do Algarve quer valorizar seis produtos típicos do Baixo Guadiana

Uma marca única, novas embalagens e normas de qualidade são os principais eixos de um novo projeto de valorização de produtos locais do nordeste algarvio, disse à Lusa o presidente da cooperativa Guadimonte.

A estratégia, que abrange seis produtos – figo passa (seco), miolo de amêndoa, medronho, queijo curado de cabra algarvia, farinha de alfarroba e mel –, integra-se no projeto PAVIPANA – Passas do Algarve, promovido pela cooperativa sediada no concelho de Castro Marim, em parceria com a Universidade do Algarve (UAlg), revelou Valter Matias.

Os agricultores da zona do Baixo Guadiana pretendem “ganhar mais escala” em conjunto para “pôr alguns produtos no mercado”, uma vez que atualmente vendem a granel, em quantidades e preços reduzidos, porque “não têm forma de embalar ou comercializar”, disse. Em vez de “cada um estar a vender por si”, o objetivo passa por “garantir a sustentabilidade futura da cooperativa juntando a produção e a comercialização”, sublinhou o presidente da Guadimonte, que reúne uma dúzia de cooperadores, “na maioria entre os 40 e os 50 anos”. Está também prevista a criação de uma plataforma de venda ‘online’ gerida pela cooperativa algarvia, que no eixo da sustentabilidade pretende ainda certificar as suas produções, calculando a pegada de carbono e energética.

O PAVIPANA conta com um investimento global de cerca de 438 mil euros até 2029, com 80% da verba financiada pelo programa operacional Algarve 2030.

O lançamento oficial do projeto decorre este sábado, às 15:00, no Centro de Dinamização das Cumeadas do Nordeste Algarvio, na antiga escola primária da Corte Pequena, em Castro Marim, onde está situada a sede da cooperativa.