Trânsito na Ponte Internacional do Guadiana passa a circular nas faixas a norte

O trânsito na Ponte Internacional sobre o rio Guadiana, que liga o Algarve à região espanhola da Andaluzia, vai circular a partir de segunda-feira pelas duas faixas mais a norte, anunciou a empresa responsável pelas obras.

A Infraestruturas de Portugal (IP), que tem em curso obras de reabilitação da ponte, realizadas em conjunto por Portugal e Espanha, adiantou em comunicado que o trânsito vai passar a circular nas duas faixas que são habitualmente utilizadas para entrar em território português, com uma em cada sentido.

Até à introdução da alteração, a circulação continuará a ser feita como nos últimos meses, com uma faixa para cada sentido, mas do lado sul da ponte, habitualmente destinado ao sentido Portugal – Espanha, segundo a empresa responsável pela gestão das estradas portuguesas.

A mesma fonte previu que este “condicionamento se mantenha até ao final de janeiro de 2021” e recordou que “a velocidade máxima permitida é de 50 quilómetros por hora”, estando a “largura de cada via limitada a 2,90 metros”.

“Serão implementados os planos de contingência de mitigação da situação epidemiológica provocada pela covid-19, definidos pela IP e pela empresa que irá executar os trabalhos”, garantiu ainda a IP.

Em junho de 2017, a IP e o então ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, anunciaram a realização dessa obra, com um prazo de execução de 525 dias, tendo o ministro participado na ocasião, com o homólogo espanhol, numa cerimónia de apresentação junto à Ponte Internacional do Guadiana.

Em abril de 2019, a empresa pública que gere as estradas portuguesas respondeu que, “após a verificação de incumprimento por parte da empresa adjudicatária, Soares da Costa, SA, que se revelou incapaz de dar início aos trabalhos, a IP viu-se obrigada a proceder à resolução contratual, que ocorreu a 21 de dezembro de 2017”.

Foi “necessário lançar um novo procedimento de concurso para a execução da empreitada, o que provocou o atraso do início da obra”, e depois, “já na fase de desenvolvimento dos trabalhos, verificou-se a existência de uma maior amplitude e diversidade de elementos a intervencionar, tendo-se concluído pela necessidade de se proceder à substituição integral do sistema de tirantes existente na ponte”, referiu a empresa.

“Esta situação só foi possível de detetar em fase de execução, após a desmontagem de elementos do sistema instalado, incluindo a realização de endoscopias ao interior dos tubos cofrantes e a medição dos respetivos desvios angulares dos tirantes”, justificou a IP.

A mesma fonte argumentou também nessa ocasião que teve que abrir “um procedimento de concurso complementar para a realização unicamente dos trabalhos de reabilitação dos tirantes” e proceder a “uma reprogramação dos trabalhos da empreitada, envolvendo duas intervenções em simultâneo, com novos planos”, que decorreriam, em simultâneo, durante os anos de 2019 e 2020.

As obras estão orçadas em cerca de nove milhões de euros, cofinanciados por Portugal e Espanha.