PSD questiona Comissão Europeia sobre medidas para evitar “praga” de mexilhão-zebra no Alqueva

Dois eurodeputados do PSD questionaram a Comissão Europeia sobre medidas do Governo português para “evitar a disseminação da praga de mexilhão-zebra ao Alqueva”, o que a acontecer “poderá ter efeitos devastadores” para a biodiversidade, agricultura e turismo.

Num comunicado enviado à agência Lusa, os eurodeputados do PSD Cláudia Monteiro de Aguiar e Álvaro Amaro referem que questionaram a Comissão Europeia sobre o assunto e “conscientes do impacto ambiental e económico provocado pelo mexilhão-zebra”.

Através da pergunta, os eurodeputados também querem saber se a Comissão Europeia está a acompanhar a propagação do mexilhão-zebra, que “se estende pelo território espanhol e ameaça o território português”, e se “considera criar apoios extraordinários para combater a praga, que, a acontecer, terá efeitos devastadores para a biodiversidade da bacia hidrográfica do [rio] Guadiana e para os setores da agricultura e do turismo”.

Segundo os eurodeputados, o mexilhão-zebra, espécie bivalve não comestível com cerca de três centímetros de comprimento, “ameaça o Alqueva”, que “é uma das maiores albufeiras da Europa”.

No passado mês de setembro, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) alertou para a obrigatória desinfeção de embarcações antes de entrarem na água para evitar a chegada às albufeiras do empreendimento do mexilhão-zebra, “uma das espécies exóticas invasoras mais prejudiciais do planeta”.

Em declarações à Lusa, David Catita, do departamento de ambiente da EDIA, explicou que a transferência de exemplares e larvas de mexilhões-zebra entre bacias hidrográficas e albufeiras faz-se “principalmente” através de embarcações que navegam em águas onde a espécie existe.

O Alqueva tem 69 massas de água, entre albufeiras e reservatórios, e “a EDIA está a monitorizar 18 albufeiras que são pontos-chave” e nas quais ainda não foi detetada a presença da espécie, disse David Catita.