População de Alcáçovas exige mais policiamento

Dezenas de pessoas formaram esta terça-feira um cordão humano na vila de Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo, para exigir a abertura do posto da GNR 24 horas por dia e mais policiamento.

“Pedimos a reposição do horário de 24 horas” do posto da GNR, que, desde meados deste ano, “passou a ser só de oito horas de atendimento”, disse à agência Lusa Luís Merca, um dos organizadores do protesto.

A iniciativa começou com uma concentração no Largo da República, em Alcáçovas, junto ao edifício da junta de freguesia, e culminou com a formação do cordão humano em frente ao posto da GNR da vila alentejana.

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas, Manuel Calado, eleito pela CDU, garantiu que, em colaboração com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, tem feito “diligências no sentido melhorar as condições” do posto da GNR e manifestar “o sentimento das pessoas” junto das entidades competentes.

“A população está a exigir e a junta de freguesia apoia a população”, vincou.

O autarca assinalou que o posto tinha anteriormente cinco efetivos e que passou a funcionar “das 09:00 às 17:00 com um militar”, adiantando que os restantes “foram destacados para Viana do Alentejo e fazem o patrulhamento em conjunto”.

Já o organizador do protesto insistiu que a população pede “a reposição do horário de 24 horas” de funcionamento do posto da GNR, alegando que a criminalidade na freguesia “tem vindo a aumentar em flecha”.

“Eu próprio tenho um espaço comercial e já fui assaltado duas vezes este ano e nunca tinha sido assaltado”, referiu, adiantando que os prejuízos causados pelos furtos de que foi alvo “rondam os seis a sete mil euros”.

Luís Merca notou que têm ocorrido furtos “bastante significativos” na vila, admitindo que “grupos organizados” já se terão apercebido do “fraco patrulhamento” que existe na freguesia.

“Temos falta de efetivos e meios e há que salientar que a nossa freguesia é bastante grande, uma das maiores do país” em termos de área geográfica, advertiu.

Luís Merca alertou que “o crime não tem horário” e que “é completamente ridículo” existir “um só militar para uma freguesia com 268 quilómetros quadrados”.

Além disso, destacou, a freguesia de Alcáçovas está “encostada ao segundo distrito com maior índice criminalidade do país que é Setúbal”.