PCP exige contratação de funcionários para resolver problemas em escola de Évora

Foto: PCP

O PCP exigiu hoje a contratação dos “funcionários necessários” para resolver a falta de pessoal não docente na Escola Básica Manuel Ferreira Patrício, em Évora, considerando que a atual situação constitui um “atentado à escola pública”.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Comissão Concelhia de Évora do PCP denunciou aquilo que considera ser um “verdadeiro atentado à escola pública de qualidade” e exigiu que se “contratem os funcionários necessários para responder aos problemas”.

“Continuando a arrastar a resposta urgente, o Ministério da Educação continua a nada dizer ou fazer para resolver os problemas de falta de pessoal não docente na Escola Básica Manuel Ferreira Patrício”, pode ler-se no comunicado.

Segundo os comunistas, no atual ano letivo, “já encerraram totalmente o Centro de Apoio à Aprendizagem, desde 06 de janeiro, e o pavilhão gimnodesportivo, desde 14 de janeiro, e parcialmente o serviço de telefone e a biblioteca”.

“Está também seriamente comprometida a limpeza das salas e o funcionamento da cozinha e dos serviços administrativos”, alertou o PCP.

A estrutura comunista manifestou-se ainda solidária com a luta dos trabalhadores deste escola, os quais estiveram reunidos em plenário, na quarta-feira, na entrada principal do estabelecimento escolar.

“Os funcionários da escola não deixaram de dar visibilidade ao seu protesto para alertar para o possível encerramento total da escola nos próximos dias, caso um ou dois funcionários tenham de meter baixa médica”, assinalou o PCP.

Mariana Recto, da delegação de Évora do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), disse à Lusa, na quarta-feira, que, atualmente, “já há mais trabalhadores da escola que se encontram de atestados ou baixas médicas”, num total de “16”, quando, a meio do mês de janeiro, eram 12 os que estavam nesta situação.

No plenário, referiu, os funcionários “confirmaram a falta de trabalhadores” na escola e “a necessidade de abertura de concurso para a contratação de mais pessoal não docente por parte do Ministério da Educação”.

“Os trabalhadores confirmaram essas necessidades e também a situação de exaustão em que se encontram”, notou Mariana Recto, adiantando que, se o ME não tomar medidas para revolver os problemas, os funcionários admitem avançar para a greve.