Hospital Central do Alentejo continua no papel há duas décadas

Projeto adiado há pelo menos duas décadas e que continua sem sair do papel, o Hospital Central do Alentejo, em Évora, deu este verão um passo em frente com o lançamento do concurso para o avanço das obras.

“É uma reivindicação, pelo menos, com 30 anos, mas foi nos últimos 20 que tomou maior forma”, porque “foi feito o projeto e identificada a localização”, diz à agência Lusa o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá.

Após vários avanços e recuos, ao longo dos anos, o concurso público internacional para a execução da obra foi finalmente lançado no passado dia 14 de agosto, “concretizando-se com sucesso mais uma etapa decisiva”, realça o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo.

Segundo a ARS, o novo hospital envolve um montante total superior a 180 milhões de euros, uma vez que aos 150 milhões de investimento previsto, incluindo 40 milhões de fundos europeus, acresce 23% do imposto sobre o valor acrescentado (IVA).

Lembrando que o atual edifício do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) “já não tem condições aceitáveis para dar resposta às necessidades da população”, José Robalo sublinha que o novo “vai ter características centrais”. Ou seja, explica, o futuro Hospital Central do Alentejo “vai apoiar as outras unidades da região e evitar que um número significativo de utentes se tenha de deslocar para Lisboa”.

Para a presidente do HESE, Filomena Mendes, “profissionais de saúde altamente qualificados” poderão vir a aceitar trabalhar no Alentejo, ao contrário do que acontece agora, em que é “muito difícil recrutar e, acima de tudo, fixar”.