Homem suspeito de tentar matar ex-mulher e ex-sogra no Alentejo encontrado morto

O homem que andava a monte e era suspeito de tentativa de homicídio da ex-mulher e da ex-sogra, em Reguengos de Monsaraz, foi encontrado morto, na quarta-feira à noite.

Fonte da Polícia Judiciária (PJ) disse à agência Lusa que o homem, de 51 anos, foi encontrado morto, por disparo de arma de fogo, na sua própria residência, em Reguengos de Monsaraz.

“Encontrámos o suspeito morto, na sua própria casa, e, para o efeito, utilizou uma arma de fogo”, indicou a fonte.

Também contactada pela Lusa, fonte do Comando Territorial de Évora da GNR explicou que, na quarta-feira à noite, a Polícia Judiciária solicitou a colaboração dos militares da guarda para esta operação.

“Deslocámo-nos a uma residência em Reguengos de Monsaraz e o suspeito foi encontrado morto, no interior”, disse.

O óbito foi confirmado “às 06:00” desta quinta-feira e, a seguir, o corpo do homem foi removido do local e transportado para os serviços de medicina legal do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), onde vai ser realizada a autópsia, indicou a GNR.

“O resto das investigações cabem à PJ”, limitou-se a acrescentar.

Segundo a fonte da PJ, a ex-mulher e a ex-sogra deste homem, com 54 e 73 anos, respetivamente, que foram atingidas com disparos de uma arma de fogo e ficaram em estado grave, tendo sido hospitalizadas, já estão “completamente fora de perigo”.

“As vítimas ainda não regressaram a casa por motivos óbvios, porque o agressor ainda não tinha sido localizado e detido”, limitou-se a esclarecer a fonte da PJ, sem adiantar mais pormenores.

Os crimes ocorreram em 10 de novembro, com alerta às 21:59, na casa da ex-mulher do suspeito, onde esta vivia com a mãe, na pequena aldeia de Cumeada, no concelho de Reguengos de Monsaraz.

As duas mulheres, atingidas com disparos de uma arma de fogo, foram transportadas, inicialmente, para o HESE e, mais tarde, para os hospitais de S. José e Santa Maria, em Lisboa.

No dia 27 de novembro, o sobrinho do suspeito foi detido, em casa, pela PJ e presente ao Tribunal de Évora que, no dia a seguir, lhe decretou a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.