GNR diz que causas do acidente em Elvas estão ainda por apurar

 

A GNR assegurou que continuam por apurar as causas do acidente na A6, entre Caia e Elvas, envolvendo vários camiões e automóveis, embora o comandante dos bombeiros tenha admitido ter sido a fraca visibilidade devido ao nevoeiro.

 

“Neste momento, ainda não temos as causas apuradas. Há de ser investigado pelo Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação”, afirmou o capitão José Amaral, do Destacamento de Trânsito de Évora da GNR, em declarações aos jornalistas no local do desastre.

 

Questionado sobre se o nevoeiro poderá ter estado na origem do acidente, que envolveu cinco veículos pesados de mercadorias e seis viaturas ligeiras, provocando 16 feridos ligeiros, o oficial da GNR não confirmou essa possibilidade.

 

“Não posso confirmar isso, depois há de ser determinado no relatório”, declarou.

 

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas, Tiago Bugio, admitiu que a causa do acidente de hoje de manhã possa ter sido a fraca visibilidade devido ao nevoeiro.

 

“Havia fraca visibilidade na altura” do acidente, devido ao “nevoeiro cerrado” na zona entre a fronteira do Caia e a cidade de Elvas, no distrito de Portalegre, disse Tiago Bugio, em declarações à agência Lusa.

 

O oficial da GNR referiu que as autoridades continuavam, cerca das 12:00, a aguardar a remoção das viaturas envolvidas no choque em cadeia, não existido ainda uma hora prevista para que o troço da A6 entre Caia e Elvas seja reaberto ao trânsito.

 

Fontes da GNR e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disseram à Lusa que o desastre provocou 16 feridos ligeiros, 15 deles de nacionalidade espanhola, entre os 24 e 56 anos.

 

Segundo os dados atualizados do INEM, facultados à Lusa, 13 dos feridos foram assistidos no local, incluindo uma mulher grávida, e “acabaram por recusar transporte” a unidades de saúde, embora o possam ter feito por meios próprios.

 

Os outros três feridos, dois homens, de 24 e 26 anos, e uma mulher, de 29, de nacionalidade espanhola, foram transportados pelos bombeiros para unidades de saúde na cidade vizinha de Badajoz (Espanha), referiu a fonte do INEM.

 

As operações de socorro mobilizaram vários meios do INEM, bombeiros de Elvas e Campo Maior, GNR e de autoridades espanholas.