Empresa não vai fornecer água para novas culturas permanentes fora da área do Alqueva

 

A empresa do Alqueva não vai autorizar fornecimentos de água para regar novas culturas permanentes fora dos perímetros de rega do empreendimento, devido à elevada adesão ao regadio e para evitar escassez de água em cenários de seca.

 

O aviso surge num ofício sobre o uso de água do Alqueva a título precário, ou seja, para regar culturas fora dos perímetros de rega do empreendimento, que o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), José Pedro Salema, enviou a beneficiários e potenciais interessados.

 

Fonte oficial da EDIA explicou à agência Lusa que não está em causa o fornecimento de água para regar culturas instaladas na área beneficiada pelo Alqueva e que a medida só se aplica a novas culturas permanentes em áreas fora dos perímetros de rega do empreendimento e visa “evitar escassez de água em eventuais cenários de seca”.

 

Segundo a fonte, atualmente, a albufeira do Alqueva, situada no “coração” do Alentejo, no rio Guadiana, armazena cerca de 3.305 hectómetros cúbicos de água e está à cota 148,15 metros e com 80% da capacidade máxima.