Beja perde eleitores mas volta a eleger três deputados para a Assembleia da República

Apesar da “revolução agrícola” motivada pelo regadio do Alqueva, que tem atraído investimentos agroindustriais, o distrito de Beja perdeu habitantes, mas mantém o peso político e volta a eleger três deputados nas eleições legislativas de outubro.

Com 10.229 quilómetros quadrados, o distrito é o maior de Portugal em área e tinha em média no ano passado 141.897 habitantes distribuídos por 14 concelhos, segundo dados do portal de análise de dados estatísticos Eyedata.

O número significa uma perda de 10.861 habitantes desde o Censos de 2011, quando tinha 152.758.

Atualmente, após suspenso o recenseamento eleitoral e quando decorre um período de reclamações, há 123.032 eleitores inscritos no distrito, menos 5.894 do que os 128.926 registados no dia das legislativas de 2015, segundo dados do Ministério da Administração Interna.

No entanto, o distrito de Beja, o segundo de Portugal com menos eleitores, a seguir ao de Portalegre, ainda tem o número suficiente para continuar a eleger três deputados.

Nas anteriores legislativas, o PS conquistou 37,29% dos votos e elegeu Pedro do Carmo; a CDU, que reúne PCP e PEV, conseguiu 24,96% e elegeu João Ramos, substituído por João Dias em 2018; e a coligação PSD/CDS-PP obteve 20,11% e elegeu Nilza de Sena.

Segundo a Lusa, o aproveitamento do aeroporto de Beja e a melhoria dos serviços públicos de saúde e das acessibilidades, sobretudo a conclusão das obras da A26/IP8 e a eletrificação dos troços ferroviários da Linha do Alentejo entre Casa Branca, Beja e Funcheira, são as principais reivindicações da população do distrito.