Autarca de Évora diz que IP escolheu solução dois para atravessamento da linha ferroviária

O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, disse, no parlamento, que a Infraestruturas de Portugal (IP) escolheu a solução dois para o atravessamento da linha ferroviária previsto para a cidade alentejana.

“O ideal era afastar-se mais da cidade de Évora”, afirmou o autarca na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, em Lisboa, na sequência de um requerimento do PSD e PCP sobre o atravessamento da linha ferroviária no concelho de Évora, no sub-troço Évora-Évora Norte, no âmbito do corredor internacional sul Sines-Elvas (Caia).

Em fevereiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou na Assembleia da República que a solução três para o atravessamento ferroviário previsto para a cidade de Évora tem algum impacto nas populações no bairro da Caeira e no montado porque este traçado tem mais casas a 50 metros da linha, no total com 35, enquanto na solução dois essa situação atinge 26 habitações.

Na ocasião, Pedro Marques reconheceu que também o montado alentejano irá sofrer impactos, esclarecendo que se trata de 3,3 hectares de montado afetado na solução dois e 16,8 hectares na solução três.

No parlamento, o presidente do município de Évora esclareceu que a opção da IP sobre a solução dois foi conhecida numa reunião na semana passada.