Alentejo tem o maior bosque ripícola transplantado em Portugal

Foto: Orlando Joia

As 720 árvores transplantadas há 14 anos de uma área submersa pela albufeira de Pedrógão para outra no concelho de Vidigueira, deram origem ao maior bosque ripícola transplantado em Portugal.

Em causa está o bosque ao longo de três ribeiras criadas em paralelo à ribeira original de Marmelar, no concelho de Vidigueira, explica a promotora do projeto, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).

Segundo a EDIA, o bosque foi criado em 2005, quando, antes de começar o enchimento da albufeira de Pedrógão, decidiu transplantar 720 árvores de grande porte, nomeadamente amieiros e freixos, de uma área que iria ficar e já está submersa para outra não inundada a montante na ribeira de Marmelar.

Atualmente, no bosque criado, “existe uma galeria ripícola frondosa”, frisa a EDIA, considerando a intervenção “um êxito”.

A intervenção teve como principais objetivos minimizar o impacte ambiental, preservar o património genético das árvores ripícolas transplantadas e proporcionar uma zona de abrigo para a fauna local.

A EDIA também criou o maior bosque ripícola de Portugal plantado pelo homem, numa área com 200 hectares contínuos situada ao longo das margens do rio Ardila, atual albufeira de Pedrógão, no concelho de Moura.

Este bosque tem 800 metros de largura e é composto por 65 mil árvores de três espécies ripícolas autóctones, nomeadamente choupos, freixos e lódãos, que a EDIA plantou há 15 anos junto ao rio Ardila para compensar as retiradas da área submersa pela albufeira de Pedrógão.