Alentejo tem o maior bosque ripícola de Portugal plantado pelo Homem

As 65 mil árvores plantadas há 15 anos junto ao rio Ardila, no Alentejo, para compensar as retiradas da área submersa pela albufeira de Pedrógão, deram origem ao atual “maior bosque ripícola de Portugal plantado pelo Homem”.

Em causa está uma área com 200 hectares contínuos situada ao longo das margens do rio Ardila, atual albufeira de Pedrógão, no concelho de Moura, distrito de Beja.

Segundo David Catita, da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), o bosque tem 800 metros de largura e é composto por 65 mil árvores de três espécies ripícolas autóctones, nomeadamente choupos, freixos e lódãos.

“Não há nada comparável com este bosque […], um exemplo único de compensação ambiental”, frisa David Catita, num vídeo sobre o projeto divulgado pela EDIA.

Segundo o representante, o bosque nasceu devido a uma “intervenção talvez única em Portugal de plantação específica de árvores ripícolas” autóctones realizada pela EDIA e como medida de compensação pela área submersa com a criação da albufeira da barragem de Pedrógão, integrada no projeto Alqueva.

Para “garantir a qualidade da água” da albufeira de Pedrógão, a empresa teve de retirar árvores e arbustos na zona junto ao Ardila que acabou por ficar submersa.

A plantação das 65 mil árvores permitiu uma “maximização” do que existia na zona, já que, onde antes havia um rio com algumas árvores ripícolas, existe agora “um plano de água maior”, a albufeira de Pedrógão, “com muitas árvores ripícolas à volta”, frisa David Catita.