Agricultores contra fim de apoios comunitários ao olival no Alqueva

A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) alertou que o fim dos apoios comunitários a novos projetos de olival e agroindústrias associadas “pode ter consequências graves” no aumento do regadio no Alqueva.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a FAABA refere que “não pode concordar” com a decisão do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, de acabar com a concessão de apoios, no âmbito do atual quadro de fundos comunitários, a novos projetos para instalação de olival ou agroindústrias associadas no perímetro do Alqueva, no Alentejo, por a considerar “contraditória, desadequada e irrealista”.

Por outro lado, alerta, a decisão “pode ter consequências graves” no “futuro aumento do regadio do Alqueva, por promover culturas mais consumidoras de água”, e “na adaptação ao regadio da pequena propriedade, em que a cultura do olival se posiciona como a principal opção”.

A decisão foi anunciada por Capoulas Santos, no dia 12 deste mês, na Assembleia da República, no início de um debate de urgência sobre impactos negativos de culturas intensivas e superintensivas requerido pelo Partido Ecologistas “Os Verdes”.